Quando vi já era tarde.
Um sofregão, um grito e lá estava eu. Algo em torno de 18cm além do aconchego costumeiro.
Éramos milhares. Alguns definharam na preguiça, outros não estavam preparados.
Confesso que empurrei alguns para o ralo, pisei na cabeça, enfim... Eu gostei daquela bolinha. Tentadora... Vibrante...
Quando vi, já era. Fui engolido, despedaçado. Loucura total. Contemplava-me nas metades. Tal qual... Não estava mais só.
Que sono lindo e longo! Mas quando vi... Alias, nem vi! Fui expulso como um simples caroço de fruta. Cortaram o galho do balanço. Agora é respirar ou morrer. Respirei o primeiro poema... Gritado. Mas guardei o eco. Minha garganta foi se fazendo corredor de contação.
Quando vi já era cedo, caminhava, cantava, amava e enlouquecia de amores pelas coisas, bichos, conceitos, sementes e poemas que germinavam perto do fogareiro de sonhos e cresciam. Belos.
Quando vi... Nem sei se vi tudo que deveria, mas quando eu quase chorava ferido pelos espinhos que se espalhavam no rastro do comboio de invernias, só e sem meu balanço de catar aragens, acordei e fui pego pela mão e aí...
Bem! Aí chega você e me diz que já se passaram cem anos e que eu estou vivo e me faz perceber que precisamos sempre remexer o palheiro-vida em busca da felicidade-agulha e que nunca será tarde.
sábado, 1 de agosto de 2009
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